sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Utilização de Blogs em sala de aula








A UTILIZAÇÃO DO BLOG NA EDUCAÇÃO

A informática educativa possibilita muitos caminhos para que o professor realize suas aulas de uma forma interessante, diante do mundo tecnológico em que vivemos. Dominar técnicas de informática, para assim aplicá-las á educação é um dos grandes desafios de hoje, para os profissionais da educação.

Muitos recursos são utilizados para que se obtenha êxito na aprendizagem, e um em especial que iremos tratar neste artigo oferece muitas possibilidades de desenvolvimento das potencialidades humanas: o Blog.

Qualquer recurso conta com limitações, mas aqui colocaremos algumas das vantagens e possibilidades do uso do blog nas escolas como alternativa de aprendizagem.

BLOGS

Os blogs são páginas na internet (Web), que utilizam os protocolos de transmissão de dados e contam com um servidor para armazenar as informações que apresenta e que precisam ser atualizados com freqüência. Historicamente, surgiram no final de 2001, no site Blogger.com.
Apresenta-se com uma linha de tempo para as postagens , abarcando uma infinidade de assuntos que vão desde diários , piadas, links, notícias, poesias, artigos, idéias, fotografias e tudo mais que seja possível para sua atualização.Quando “no ar” , isto é, postado na web, qualquer pessoa pode acessá-lo.

Sendo uma excelente forma de comunicação, permite que grupos e pessoas interem-se sem restrição temporal, pois o leitor pode registrar comentários acerca da exposição do blog.

BLOGS E EDUCAÇÃO
Pensando enquanto educador, como esta ferramenta valiosa pode contribuir em nossa prática pedagógica diária?
Os blogs podem:
• Apresentar várias etapas de um projeto desenvolvido na escola, na sala, em grupos ou mesmo individual;
• Criação de um jornal on line;
• Divulgação de atividades ;
• Apoio à um eixo de trabalho(ou mesmo à uma disciplina)
• Preparar para encontros educacionais ente os profissionais, ou mesmo entre estudantes;
• Divulgação de produções dos alunos em diferentes áreas de conhecimento;
• Divulgar estudos realizados pelos alunos;
• Desenvolver a curiosidade tecnológica, incentivando o aluno a busca diferentes linguagens de programação ;
• Desenvolver habilidades e competências nas diferentes áreas de conhecimento, aplicando os conteúdos estabelecidos em currículo;
• Trabalhar com imagens criadas ou registradas pelos próprios alunos, ampliando suas habilidades cognitivas na área de criação.
• Elaborar tamplates que desenvolvem além de conhecimentos, técnicas e habilidades próprias, possibilitam utilizar-se da criatividade, da ética , e de muitos outros componentes da cidadania.
• Podem elaborar animações para postar no blog, como resultados de trabalhos.
• Trazer a discussão de valores e da moral, quando na postagem de comentários, observando os limites do respeito à produção do próximo;
• Ajudar a comunidade escolar com esclarecimentos e informações elaboradas pelos próprios alunos.
• Incentivar a criação de concursos entre os alunos de suas produções;

É importante lembrar que o blog não se restringe apenas à língua portuguesa ou mesmo à matemática. Ele funciona como um recurso para todos os eixos do conhecimento , já que o conhecimento na realidade busca uma apresentação menos fragmentada. Ele pode em alguns momentos conter mais informações sobre uma determinada área, mas não se fecha para qualquer outra em nenhum momento.

Além de tantas possibilidades educativas, os blogs aproximam as pessoas, as idéias, permitem reflexões, colocações, troca de experiências, amplia a aula e a visão de mundo, e oferece a todos as produções realizadas. A melhor vantagem, é que é um recurso extremamente prazeroso a que o elabora e desenvolve!

Enquanto professor, não precisa utilizar a antiga caneta vermelha para sublinhar o que estava errado, mas este pode oferecer informações sobre o “erro” do aluno e os caminhos a serem percorridos para uma melhora, se necessária, em sua construção de conhecimento. Partindo do espaço “comentários” o professor interage com o aluno mais facilmente, instigando-o a pensar e resolver soluções. Este é um grande objetivo hoje, dentro de um currículo voltado para competências como nos coloca nossos Referenciais Nacionais de Educação.
Para finalizar, o professor não pode deixar de estabelecer objetivos e critérios ao utilizar este recurso, pois a utilização a esmo não enriquece as aulas, torna-se um tempo inutilizado para a construção e a troca de conhecimentos. Ele deve deixar claro o que espera do aluno e o que pretende com a proposta de trabalho. Assim a avaliação deve ser feita pelo professor e pelos alunos.
Bom trabalho!

“Não ensine aos meninos pela força e severidade, mas leve-os por aquilo que os diverte, para que possam descobrir a inclinação de suas mentes.” (Platão. A República, VII)

Especialização em Gestão Escolar


Tal curso insere-se num conjunto de políticas que vêm sendo implementadas pelo setor público, nas esferas federal, estadual e municipal, e que expressam o esforço de governos e da sociedade em garantir o direito da população brasileira à educação escolar com qualidade social.
Dessa forma, o Programa surgiu da necessidade de se construir um processo de formação de gestores escolares que contemple a concepção do caráter público da educação e da busca dessa qualidade social, baseada nos princípios da gestão democrática, olhando a escola na perspectiva da inclusão social e da emancipação humana.
O Programa tem por objetivo básico contribuir para a formação efetiva de gestores educacionais da escola pública, dispondo de elementos teórico-práticos que viabilizem uma educação escolar básica com qualidade social.

Princípio Norteador do Curso

A gestão democrática das unidades escolares constitui uma das dimensões que pode contribuir significativamente para viabilizar o direito à educação como um direito universal e se configura como o princípio norteador desse curso.
Nessa perspectiva, a gestão democrática é aqui considerada como princípio da educação nacional e presença obrigatória em instituições escolares, constituindo-se no modo como a comunidade educacional se organiza coletivamente para levar a termo um projeto político-pedagógico de qualidade, ao mesmo tempo em que contribui para a formação de cidadãos críticos e compromissados com a transformação social. 

Concepção de Formação

O Programa Nacional Escola de Gestores da Educação Básica propõe uma formação profissional, por meio da educação a distância, baseada na dialética entre a teoria e a prática, valorizando a prática profissional como momento de ampliação do conhecimento, por meio da reflexão, análise e problematização.
Desse modo, cabe ao currículo do curso propiciar o desenvolvimento da capacidade de refletir, oferecendo perspectivas de análise para que os gestores escolares compreendam os contextos históricos, sociais, culturais, organizacionais, assim como questionem suas próprias práticas profissionais.
Essa proposta de curso está sustentada em uma concepção de educação como processo construtivo e permanente, implicando o(a):
a) No reconhecimento da especificidade do trabalho docente, que conduz à articulação necessária entre a teoria e a prática (ação/reflexão/ação) e à exigência de que se leve em conta o contexto sócio-histórico, a realidade da escola, da sala de aula e da profissão docente, ou seja, das condições materiais e institucionais em que atua o gestor escolar.
b) Na organização do currículo em blocos temáticos, articulados por eixos norteadores, de modo que os conteúdos das áreas temáticas não se limitem apenas às suas cargas horárias. 

c) Em uma metodologia de resolução de problemas, permitindo que a aprendizagem se desenvolva no contexto da prática profissional do cursista. 

d) Na integração e na interdisciplinaridade curriculares, dando significado e relevância aos conteúdos.

e) No favorecimento à construção do conhecimento pelo cursista, valorizando sua vivência investigativa e o aperfeiçoamento de sua prática. 

Organização Curricular do Curso

o curso será estruturado em três eixos vinculados entre si:
O direito à Educação e a Função Social da Escola Básica;
Políticas de Educação e a Gestão Democrática da Escola ;
Projeto Político-pedagógico e Práticas Democráticas na Gestão Escolar .
Esses eixos estão consubstanciados em seis Salas Ambientes, além de um ambiente introdutório à Plataforma MOODLE e ao curso de especialização.

Sala Ambiente Fundamentos do Direito à Educação

As temáticas/atividades desse bloco envolvem:
a) Direito à Educação: fundamentos históricos e filosóficos
b) Conhecimento, Currículo e Cultura Escolar

Sala Ambiente Políticas e Gestão na Educação

As temáticas/atividades desse bloco envolvem:
a) Política Educacional e Gestão Escolar
b) Financiamento da Educação e a Gestão Escolar
c) Gestão Democrática da Educação Escolar e Sistemas de Ensino

Sala Ambiente Planejamento e Práticas na Gestão Escolar

As temáticas/atividades que compõem os tópicos a serem tratados na são:
a) Avaliação Institucional e da Aprendizagem
b) Trabalho Pedagógico e Cotidiano Escolar
c) Telemática, Sistemas de Gestão e Ferramentas Tecnológicas

Organização Curricular do Curso

Além das Salas Ambientes que compõem os três eixos básicos da estrutura do curso, há ainda outras três Salas Ambientes. São elas:
 
Sala Ambiente Tópicos Especiais

Inclui palestras e minicursos ministrados por especialistas internos ou externos ao corpo docente do curso, formados nas diversas áreas relacionadas ao tema do curso, o que aprofunda o seu caráter transdisciplinar e favorece a reflexão sobre a construção de uma proposta/projeto de intervenção que será tema do Trabalho de Conclusão do Curso.

Sala Ambiente Oficinas Tecnológicas

Consiste no suporte tecnológico e no desenvolvimento de aprendizagens relativas à utilização dos diversos recursos das Tecnologias da Informação e da Comunicação no campo da gestão educacional. 

Sala Ambiente Projeto Vivencial

É o componente curricular articulador do curso. Nessa Sala, a atividade central consiste na formulação e no desenvolvimento de um projeto de intervenção na escola, com estreita vinculação com o Projeto Político-pedagógico, assumido como mecanismo fundamental para a realização da gestão democrática na educação e na escola. O trabalho do cursista nessa Sala Ambiente se desenvolverá desde o início do curso, articulando-se com as demais Salas Ambientes, e culminará no Trabalho de Conclusão do Curso (TCC).

Sala Ambiente Introdução ao Curso e ao Ambiente Virtual

A introdução ao ambiente MOODLE e ao curso consiste no espaço onde serão desenvolvidas as atividades de ambientação dos professores-gestores, proporcionando uma visão geral do curso e das ferramentas tecnológicas que serão utilizados durante o processo formativo.

Acesse a página do curso no link a seguir: http://www.virtual.ufc.br/gpege

sábado, 18 de dezembro de 2010

Volta às aulas



O ano letivo recomeça e você já deve estar na ativa para garantir uma excelente volta às aulas. É hora de flexibilizar o planejamento feito no início do ano ou até mesmo de replanejar as ações do semestre. Para contribuir com a qualidade desse momento estratégico, reunimos aqui o melhor conteúdo publicado nas revistas NOVA ESCOLA e NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR que trata do que fazer antes do início das aulas e das ações imprescindíveis nas primeiras semanas.
Antes do início das aulas

A qualidade do trabalho que será realizado ao longo do ano depende do planejamento que deve ser feito antes do início das aulas. Confira reportagens sobre a Semana Pedagógica, a organização dos registros, instrumentos de avaliação e rotinas da sala de aula.
  • Gestão Escolar
Planejamento na escola
Conteúdo especial sobre Planejamento, Semana Pedagógica e Projeto Político-Pedagógcio
Como fazer da rotina uma aliada
Prever, passo a passo, as tarefas a desempenhar dentro e fora da classe ajuda a obter os resultados esperados
Documentos em ordem
Ensine os professores a organizar os registros para depois usá-los na formação da equipe
Manutenção do patrimônio escolar
Como manter o patrimônio escolar sempre em bom estado e planejar sua conservação
Manual de manutenção da escola
Manual de orientação para o diretor escolar sobre a manutenção das instalações da escola
Assim não dá! Falar em falta de motivação
O envolvimento acontece quando há sentido no que se faz
Avaliação nota 10
Os diversos instrumentos para analisar o desempenho dos alunos
A elaboração de um bom currículo para o Ensino Fundamental de 9 anos
A matriz curricular deve focar o ensino dos conteúdos das diversas disciplinas ao mesmo tempo em que preserva a infância
  • Sala de aula
·         Planejamento na Sala de Aula
O que e como ensinar do 1º ao 9º ano
·         O quebra-cabeça das modalidades organizativas
Integrar atividades permanentes, sequências didáticas e projetos de ensino requer planejamento e conhecimento claro dos conteúdos
·         Como planejar a rotina na sala de 1º ano
O ambiente em que os pequenos vão estudar e brincar deve lembrar momentos da Educação Infantil
·         Organizar a rotina da alfabetização
O professor deve planejar atividades que propiciem contato com práticas de leitura e escrita desde os primeiros dias de aula         
Primeira semana
Nos primeiros dias de aula, os alunos precisam ser acolhidos. Veja como recebê-los bem, como realizar a adaptação dos bebês e das crianças na Educação Infantil e como fazer com tranquilidade a transição dos alunos do Pré para o 1º ano e do 5º para o 6º. Em sala de aula, aproveite a primeira semana para conhecer a nova turma com avaliações iniciais.
  • Gestão Escolar
Boas-vindas bem planejadas
Sete ações para estabelecer o vínculo do aluno com a escola nos primeiros dias de aula
Sejam todos bem-vindos
Como integrar alunos e professores novos e criar uma rotina de cooperação e acolhimento
Adaptação: o fim de cinco mitos
Cinco miitos que devem ser deixados de lado para garantir a adaptação do aluno na Educação Infantil
Adaptação e Acolhimento
Artigo de Cisele Ortiz, psicóloga e coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá
Mudança de série
Artigo de Catarina Iavelberg, especialista em Psicologia da Educação
Novidade sem susto
Integração com alunos mais velhos colabora para uma transição suave do pré ao 1º ano
Rotina do 1º. ano
Projeto didático para integrar as crianças de pré-escola com as do 1º ano e seus futuros professores
A transição do 5º para o 6º ano
Uma passagem bem tranquila com visitas monitoradas e bate-papos entre alunos e professores
  • Sala de aula
·         Sem surpresas no primeiro dia de aula
Encarar uma turma nova sempre dá um frio na barriga. Essa tensão diminui quando você se informa sobre quem está à sua espera
·         Um bom começo é fundamental
Reportagem sobre o planejamento de propostas interdisciplinares entre professores polivalentes
·         Diagnóstico na alfabetização para conhecer a nova turma
Como descobrir as hipóteses dos alunos sobre o sistema de escrita
·         Vídeo: Diagnóstico na alfabetização inicial
Como e por que fazer um diagnóstico de hipóteses de escrita na alfabetização inicial
Primeiro mês 

Ainda no primeiro mês de aula, os gestores devem preparar um encontro de qualidade com os pais e responsáveis pelos alunos e, com base nos diagnósticos, os professores podem ajustar o planejamento das aulas de acordo com os conhecimentos apresentados pela turma.
  • Gestão Escolar
A escola da família
Conheça aqui 13 ações para aproximar os pais do trabalho pedagógico
  • Sala de aula
·         Adaptação bem feita
Bebês e crianças pequenas se sentem à vontade quando a creche acolhe as famílias e os objetos pessoais de todos
·         O que cada um sabe sobre produção de textos
Analisar detalhadamente a forma como os alunos escrevem é a primeira providência para determinar os pontos que devem ser ensinados
·         Plano de aula: Diagnóstico inicial para produção de textos
Identifique o domínio de cada aluno em relação aos padrões da linguagem escrita
·         Vídeo: Diagnóstico e avaliação na produção de texto
O professor deve diagnósticar as habilidades escritoras dos alunos e adaptar o planejamento
·         O que eles já sabem de matemática?
Verificar o que os alunos conhecem sobre os conteúdos é importante para você planejar atividades e fazer com que todos avancem
·         O planejamento deve ser flexível
Sustos, como descobrir que a turma não está no nível imaginado, pedem uma mudança de rumos

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Ensino e educação de qualidade

 



 
Há uma preocupação com ensino de qualidade mais do que com a educação de qualidade. Ensino e educação são conceitos diferentes. No ensino se organizam uma série de atividades didáticas para ajudar os alunos a que compreendam áreas específicas do conhecimento (ciências, história, matemáticas).
 
Na educação o foco, além de ensinar, é ajudar a integrar ensino e vida, conhecimento e ética, reflexão e ação, a ter uma visão de totalidade. Fala-se muito de ensino de qualidade. Muitas escolas e universidades são colocadas no pedestal, como modelos de qualidade. Na verdade, em geral, não temos ensino de qualidade. Temos alguns cursos, faculdades, universidades com áreas de relativa excelência. Mas o conjunto das instituições de ensino está muito distante do conceito de qualidade.
O ensino de qualidade envolve muitas variáveis:
  • Organização inovadora, aberta, dinâmica. Projeto pedagógico participativo.
  • Docentes bem preparados intelectual, emocional, comunicacional e eticamente. Bem remunerados, motivados e com boas condições profissionais.
  • Relação efetiva entre professores e alunos que permita conhecê-los, acompanhá-los, orientá-los.
  • Infra-estrutura adequada, atualizada, confortável. Tecnologias acessíveis, rápidas e renovadas.
  • Alunos motivados, preparados intelectual e emocionalmente, com capacidade de gerenciamento pessoal e grupal.
O ensino de qualidade é muito caro, por isso pode ser pago por poucos ou tem que ser amplamente subsidiado e patrocinado.
Poderemos criar algumas instituições de excelência. Mas a grande maioria demorará décadas para evoluir até um padrão aceitável de excelência.
Temos, no geral, um ensino muito mais problemático do que é divulgado. Mesmo as melhores universidades são bastante desiguais nos seus cursos, metodologias, forma de avaliar, projetos pedagógicos, infra-estrutura. Quando há uma área mais avançada em alguns pontos é colocada como modelo, divulgada externamente como se fosse o padrão de excelência de toda a universidade. Vende-se o todo pela parte e o que é fruto as vezes de alguns grupos, lideranças de pesquisa, como se fosse generalizado em todos os setores da escola, o que não é verdade. As instituições vendem externamente os seus sucessos - muitas vezes de forma exagerada - e escondem os insucessos, os problemas, as dificuldades.
 
Temos um ensino em que predomina a fala massiva e massificante, um número excessivo de alunos por sala, professores mal preparados, mal pagos, pouco motivados e evoluídos como pessoas.
Temos bastantes alunos que ainda valorizam mais o diploma do que o aprender, que fazem o mínimo (em geral) para ser aprovados, que esperam ser conduzidos passivamente e não exploram todas as possibilidades que existem dentro e fora da instituição escolar.
A infra-estrutura costuma ser inadequada. Salas barulhentas, pouco material escolar avançado, tecnologias pouco acessíveis à maioria.
 
O ensino está voltado, em boa parte, para o lucro fácil, aproveitando a grande demanda existe, com um discurso teórico (documentos) que não se confirma na prática.. Há um predomínio de metodologias pouco criativas; mais marketing do que real processo de mudança.
É importante procurar o ensino de qualidade, mas conscientes de que é um processo longo, caro e menos lucrativo do que as instituições estão acostumadas.
 
Nosso desafio maior é caminhar para uma educação de qualidade, que integre todas as dimensões do ser humano. Para isso precisamos de pessoas que façam essa integração em si mesmas do sensorial, intelectual, emocional, ético e tecnológico, que transitem de forma fácil entre o pessoal e o social. E até agora encontramos poucas pessoas que estejam prontas para a educação com qualidade.

sábado, 12 de dezembro de 2009

MÃO NA FORMA






Maquete ou maqueta é um a palavra derivada do francês maquette, e significa miniatura de projeto. É uma atividade da qual se valem a engenharia e a arquitetura para representar modelo em três dimensões. A maquete é um protótipo do objeto real, ou seja, qualquer objeto que tenha volume pode ser reduzido.
Geralmente as maquetes são produzidas em escalas reduzidas. Para que possa construir uma boa maquete, é necessário que o maquetista tenha conhecimentos básicos sobre projetos de arquitetura, topografia e escala, mas pessoas leigas também podem construir maquetes, desde que tenham um pouco de percepção de elementos em três dimensões (altura, largura e profundidade). A terceira dimensão se faz presente também na perspectiva, que é uma parte do desenho projetivo, onde se observa um objeto como se fosse uma fotografia e serve para melhorar sua visibilidade.
Quando se pretende a reprodução de certo ambiente, o problema da medição surge como elemento determinante. Pode-se usar a perspectiva intuitiva, que serve para representar um esboço rapidamente, utilizando os princípios geométricos com certa propor­cionalidade, sem cálculos complicados.

LENDO E INTERPRETANDO A NEGRITUDE






No dia 20 e 21 de Novembro, ocorreu na escola Centro Educacional Olcino Pereira de Sousa, onde faço parte da gestão o V Acampamento da Leitura.

Esse ano nossa temática foi direcionada por conta da data, resolvemos trabalhar com conteúdos relacionados as africanidades. Na ocasião, onde apresentamos modalidades de leituras que vão além da codificação foram oferecidas diversas oficinas, entre elas: hip hop, grafite e caricatura, poesia , história em quadrinhos e literatura de cordel.

Nesse evento foi de fundamental importância a participação dos professores de todas as disciplinas da área de linguagens e códigos e os de Ciências Humanas, sem os quais as produções textuais não teriam ganhado a profundidade que apresentaram.

Além das oficinas tivemos apresentações das melhores produções, apresentações teatrais, campeonato de expressão corparal, jogo da memória entre outras, tudo muito bom!
A partir dessa interação entre as áreas percebemos que o sentido do contexto só se dá a partir dos conhecimentos dos feitos e fatos.

Agradeço a todos que participaram e contribuiram para que o V Acampamento da Leitura fosse além de um projeto educacional uma linda festa de saber e produção de respeito ao outro.