| Há uma preocupação com ensino de qualidade mais do que com a educação de qualidade. Ensino e educação são conceitos diferentes. No ensino se organizam uma série de atividades didáticas para ajudar os alunos a que compreendam áreas específicas do conhecimento (ciências, história, matemáticas). Na educação o foco, além de ensinar, é ajudar a integrar ensino e vida, conhecimento e ética, reflexão e ação, a ter uma visão de totalidade. Fala-se muito de ensino de qualidade. Muitas escolas e universidades são colocadas no pedestal, como modelos de qualidade. Na verdade, em geral, não temos ensino de qualidade. Temos alguns cursos, faculdades, universidades com áreas de relativa excelência. Mas o conjunto das instituições de ensino está muito distante do conceito de qualidade. O ensino de qualidade envolve muitas variáveis:
O ensino de qualidade é muito caro, por isso pode ser pago por poucos ou tem que ser amplamente subsidiado e patrocinado. Poderemos criar algumas instituições de excelência. Mas a grande maioria demorará décadas para evoluir até um padrão aceitável de excelência. Temos, no geral, um ensino muito mais problemático do que é divulgado. Mesmo as melhores universidades são bastante desiguais nos seus cursos, metodologias, forma de avaliar, projetos pedagógicos, infra-estrutura. Quando há uma área mais avançada em alguns pontos é colocada como modelo, divulgada externamente como se fosse o padrão de excelência de toda a universidade. Vende-se o todo pela parte e o que é fruto as vezes de alguns grupos, lideranças de pesquisa, como se fosse generalizado em todos os setores da escola, o que não é verdade. As instituições vendem externamente os seus sucessos - muitas vezes de forma exagerada - e escondem os insucessos, os problemas, as dificuldades. Temos um ensino em que predomina a fala massiva e massificante, um número excessivo de alunos por sala, professores mal preparados, mal pagos, pouco motivados e evoluídos como pessoas. Temos bastantes alunos que ainda valorizam mais o diploma do que o aprender, que fazem o mínimo (em geral) para ser aprovados, que esperam ser conduzidos passivamente e não exploram todas as possibilidades que existem dentro e fora da instituição escolar. A infra-estrutura costuma ser inadequada. Salas barulhentas, pouco material escolar avançado, tecnologias pouco acessíveis à maioria. O ensino está voltado, em boa parte, para o lucro fácil, aproveitando a grande demanda existe, com um discurso teórico (documentos) que não se confirma na prática.. Há um predomínio de metodologias pouco criativas; mais marketing do que real processo de mudança. É importante procurar o ensino de qualidade, mas conscientes de que é um processo longo, caro e menos lucrativo do que as instituições estão acostumadas. Nosso desafio maior é caminhar para uma educação de qualidade, que integre todas as dimensões do ser humano. Para isso precisamos de pessoas que façam essa integração em si mesmas do sensorial, intelectual, emocional, ético e tecnológico, que transitem de forma fácil entre o pessoal e o social. E até agora encontramos poucas pessoas que estejam prontas para a educação com qualidade. |
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Ensino e educação de qualidade
sábado, 12 de dezembro de 2009
MÃO NA FORMA





Maquete ou maqueta é um a palavra derivada do francês maquette, e significa miniatura de projeto. É uma atividade da qual se valem a engenharia e a arquitetura para representar modelo em três dimensões. A maquete é um protótipo do objeto real, ou seja, qualquer objeto que tenha volume pode ser reduzido.
Geralmente as maquetes são produzidas em escalas reduzidas. Para que possa construir uma boa maquete, é necessário que o maquetista tenha conhecimentos básicos sobre projetos de arquitetura, topografia e escala, mas pessoas leigas também podem construir maquetes, desde que tenham um pouco de percepção de elementos em três dimensões (altura, largura e profundidade). A terceira dimensão se faz presente também na perspectiva, que é uma parte do desenho projetivo, onde se observa um objeto como se fosse uma fotografia e serve para melhorar sua visibilidade.
Quando se pretende a reprodução de certo ambiente, o problema da medição surge como elemento determinante. Pode-se usar a perspectiva intuitiva, que serve para representar um esboço rapidamente, utilizando os princípios geométricos com certa proporcionalidade, sem cálculos complicados.
LENDO E INTERPRETANDO A NEGRITUDE





No dia 20 e 21 de Novembro, ocorreu na escola Centro Educacional Olcino Pereira de Sousa, onde faço parte da gestão o V Acampamento da Leitura.
Esse ano nossa temática foi direcionada por conta da data, resolvemos trabalhar com conteúdos relacionados as africanidades. Na ocasião, onde apresentamos modalidades de leituras que vão além da codificação foram oferecidas diversas oficinas, entre elas: hip hop, grafite e caricatura, poesia , história em quadrinhos e literatura de cordel.
Nesse evento foi de fundamental importância a participação dos professores de todas as disciplinas da área de linguagens e códigos e os de Ciências Humanas, sem os quais as produções textuais não teriam ganhado a profundidade que apresentaram.
Além das oficinas tivemos apresentações das melhores produções, apresentações teatrais, campeonato de expressão corparal, jogo da memória entre outras, tudo muito bom!
A partir dessa interação entre as áreas percebemos que o sentido do contexto só se dá a partir dos conhecimentos dos feitos e fatos.
Agradeço a todos que participaram e contribuiram para que o V Acampamento da Leitura fosse além de um projeto educacional uma linda festa de saber e produção de respeito ao outro.
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